quinta-feira, 17 de março de 2011

Mastocitoma canino - Diagnóstico e Esquema terapêutico




Primeiramente temos que lembrar que TODO mastocitoma deve ser considerado uma neoplasia maligna devido ao seu comportamento biológico imprevisível e pela capacidade de infiltração em tecidos adjacentes. Não só no caso do mastocitoma mas qualquer forma de neoformação deve ser investigada pelo médico veterinário. A citologia e a histopatologia são as principais ferramentas utilizadas no diagnóstico final desta neoplasia.
O exame citológico (Figura 1) muitas vezes é conclusivo, exceto em neoplasias indiferenciadas, quando se faz necessário análises histológicas com colorações especiais ou mesmo imuno-histoquímica.
A avaliação citológica revela de média à grande quantidade de células que descamam individualmente e em neoplasias diferenciadas há grande quantidade de grânulos metacromáticos intracitoplasmáticos de modo a incubrir o núcleo. A presença de eosinófilos ao exame citopatológico é um aspecto importante.

Figura 1-Citologia de Mastocitoma canino.Visualização de grande quantidade mastócitos pouco diferenciados e ao fundo algumas hemácias e eosinófilos.Panótico. Objetiva de 100x.



O exame histológico é muito utilizado pois além de determinar a etiologia tumoral permite avaliar grau de malignidade e se a margem cirúrgica foi suficiente (Figura 2).

Figura 2-Histopatologia de Mastocitoma canino.Visualização de grande quantidade mastócitos pouco diferenciados entremeados em fibras colágenas e poucos polimorfonucleares.HE. Objetiva de 40x.

O tratamento clínico através de corticosteróides é amplamente utilizado e deve ser utilizado em todo animal que for diagnósticado com a enfermidade, porém dependendo do estágio clínico e grau de malignidade devem ser associadas outras modalidades terapêuticas (Figura 3).
Figura 3- Esquema terapêutico do mastocitoma canino.

Tendo isso exposto espero ter auxiliado um pouco no que diz respeito a alguns dos pontos que considero mais pertinentes sobre o Mastocitoma canino.

terça-feira, 1 de março de 2011

Parasitas Gastrointestinais dos Felinos Domésticos

Figura 1- Principais endoparasitas dos felinos domésticos.

— Os vermes intestinais são parasitas que, quando adultos, instalam-se no aparelho digestivo e trazem riscos para a saúde
Os gatos podem constantemente se infectar por vermes intestinais por diversas maneiras:
◦ingestão de ovos e larvas presentes no ambiente;
◦penetração de larvas presentes no ambiente através da pele do animal;
◦ingestão de vetores (pulgas e piolhos);
◦ingestão de hospedeiros paratênicos (roedores);
◦transmissão da mãe para os filhotes através da amamentação.

Toxocara cati
—Classe Nematoda
—Superfamília Ascaridoidea
—Localização: Intestino delgado
—Distribuição: mundial
—Hospedeiro: Gato
—Patogenia:
◦Retardo no crescimento
◦Aumento de volume abdominal, diarréia, pelagem

opaca

◦Possível responsável pela larva migrans visceral
—Diagnóstico:
◦Adulto é grande , redondo e esbranquiçado
◦Ovos com casca espessa com escavações e quase incolor
◦Método de flutuação fecal

Toxocara Leonina
—Classe Nematoda
—Superfamília Ascaridoidea
—Localização: Intestino delgado
—Distribuição: mundial
—Hospedeiro: Cão e Gato
—Patogenia:
◦Retardo no crescimento
◦Aumento de volume abdominal, diarréia, pelagem

opaca

—Diagnóstico:

◦Adulto é grande , redondo e esbranquiçado. Diferenciação pelas asas cervicais
◦Ovos com casca espessa lisa e são levemente ovais
◦Método de flutuação fecal

Ancylostoma sp. e Uncinaria sp.
Classe Nematoda
—Superfamília Strongyloidea
—Localização: Intestino delgado
—Distribuição: Trópicos e regiões

temperadas

—Hospedeiro: Gato e cão
—Patogenia:
◦Dermatites interdigitais
◦Lesões pulmonares
◦Hipoalbuminemia e anemia
◦Pelagem opaca

—Diagnóstico:

◦Ovos com casca delgada e lisa
◦Método de flutuação fecal


Taenia taeniformes
—Classe Cestoda
—Família Taeniidae
—Localização: Intestino delgado
—Tamanho: 60 cm
—Hospedeiro: Gato
—HI : camundongos
—Larva:Cysticercus asciolaris(fígado)
—Sinais clínicos: Diarréia e obstrução intestinal
- Diagnóstico:
* Detecção de proglotes nas fezes ou em pêlos da região perianal.
* Detecção de ovos de tenídeos individuais por exame de flutuação fecal

Dipylidium caninum
—Classe Cestoda
—Família Dilepididae
—Localização: Intestino delgado
—Hospedeiros: Gato e cão
—HI : Pulga ( Ctenocephalides canis, C. felis e pulex irritans) e Piolhos
(Trichodectes canis)
—Distribuição Mundial
—Tamanho: Cestóide -adulto pode ter mais de 50 cm
—Diagnóstico:
◦Difícil o encontro da cápsula ovígera em exames de fezes
◦Proglotes encontradas em fezes frescas (móveis)
◦Presença de pulgas ou piolhos ( casos suspeitos)
—Sinais Clínicos:
◦Assintomático
◦prurido peri-anal
Autor:
Polliana A. Franco
Médica Veterinária
Mestre em Ciência Animal pela UFMS