sábado, 30 de abril de 2011

Coleta de líquido peritoneal em pequenos animais

Figura 1 - Felino adulto, fêmea com suspeita de Peritonite Infeciosa Felina.

Figura 2- Demonstração do aumento do volume abdominal.
Figura 3- Materiais necessários para a paracentese
Figura 4- Como localizar o local de coleta de material.
Figura 5- Local de punção.
Figura 6- Utilização de Scalp para coleta de líquido peritoneal.
Figura 7- Líquido obtido pela técnia de paracentese do paciente felino. Observar aspecto levemente turvo.Geralmente coleta-se em dois ou mais tubos caso haja necessidade de dosagens bioquímicas e cultivo bacteriano.
Figura 8- Fotomigrografia da análise citológica do líquido demonstrando neutrófilos íntegros e hemácias ao fundo.

Figura 9- Resultado do exame realizado com a efusão peritoneal.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Cálculo de Fluidoterapia para pequenos animais


Sei que o tema foge um pouco do objetivo do blog e que o tema é muito mais abrangente do que este esquema resumido (por essa razão indico que estudem sobre o tema antes de utilizar esta ferramenta), mas espero auxiliá-los com esta planilha que preparei.
Basta preencher os campos em branco.
Clique aqui para salvá-la em seu computador ou acesse o endereço do pendrive virtual do nosso blog:

É necessário ter instalado em seu computador o Excel ou o Infopath da Microsoft.

sábado, 2 de abril de 2011

Dermatofitose - raspado de pele


Figura1- Fotomicrografia de estruturas fúngicas, esporos, em região ectotrix do pêlo observadas após clarificação com KOH ( Objetiva 40 X).
Figura 2- Fotomicrografia de estruturas fúngicas, esporos, em região ectotrix do pêlo observadas após clarificação com KOH ( Objetiva 40 X).

Figura 3- Fotomicrografia de estruturas fúngicas, hifas e esporos, em região ectotrix do pêlo observadas após clarificação com KOH ( Objetiva 40 X).


Figura 4- Fotomicrografia de estruturas fúngicas, hifas, em raspado de pele utilizando a técnica de azul de algodão ( Objetiva 40 X).

Figura 5- Fotomicrografia de estruturas fúngicas, hifas e esporos, em região ectotrix do pêlo utilizando a técnica de azul de algodão ( Objetiva 40 X).



quinta-feira, 17 de março de 2011

Mastocitoma canino - Diagnóstico e Esquema terapêutico




Primeiramente temos que lembrar que TODO mastocitoma deve ser considerado uma neoplasia maligna devido ao seu comportamento biológico imprevisível e pela capacidade de infiltração em tecidos adjacentes. Não só no caso do mastocitoma mas qualquer forma de neoformação deve ser investigada pelo médico veterinário. A citologia e a histopatologia são as principais ferramentas utilizadas no diagnóstico final desta neoplasia.
O exame citológico (Figura 1) muitas vezes é conclusivo, exceto em neoplasias indiferenciadas, quando se faz necessário análises histológicas com colorações especiais ou mesmo imuno-histoquímica.
A avaliação citológica revela de média à grande quantidade de células que descamam individualmente e em neoplasias diferenciadas há grande quantidade de grânulos metacromáticos intracitoplasmáticos de modo a incubrir o núcleo. A presença de eosinófilos ao exame citopatológico é um aspecto importante.

Figura 1-Citologia de Mastocitoma canino.Visualização de grande quantidade mastócitos pouco diferenciados e ao fundo algumas hemácias e eosinófilos.Panótico. Objetiva de 100x.



O exame histológico é muito utilizado pois além de determinar a etiologia tumoral permite avaliar grau de malignidade e se a margem cirúrgica foi suficiente (Figura 2).

Figura 2-Histopatologia de Mastocitoma canino.Visualização de grande quantidade mastócitos pouco diferenciados entremeados em fibras colágenas e poucos polimorfonucleares.HE. Objetiva de 40x.

O tratamento clínico através de corticosteróides é amplamente utilizado e deve ser utilizado em todo animal que for diagnósticado com a enfermidade, porém dependendo do estágio clínico e grau de malignidade devem ser associadas outras modalidades terapêuticas (Figura 3).
Figura 3- Esquema terapêutico do mastocitoma canino.

Tendo isso exposto espero ter auxiliado um pouco no que diz respeito a alguns dos pontos que considero mais pertinentes sobre o Mastocitoma canino.

terça-feira, 1 de março de 2011

Parasitas Gastrointestinais dos Felinos Domésticos

Figura 1- Principais endoparasitas dos felinos domésticos.

— Os vermes intestinais são parasitas que, quando adultos, instalam-se no aparelho digestivo e trazem riscos para a saúde
Os gatos podem constantemente se infectar por vermes intestinais por diversas maneiras:
◦ingestão de ovos e larvas presentes no ambiente;
◦penetração de larvas presentes no ambiente através da pele do animal;
◦ingestão de vetores (pulgas e piolhos);
◦ingestão de hospedeiros paratênicos (roedores);
◦transmissão da mãe para os filhotes através da amamentação.

Toxocara cati
—Classe Nematoda
—Superfamília Ascaridoidea
—Localização: Intestino delgado
—Distribuição: mundial
—Hospedeiro: Gato
—Patogenia:
◦Retardo no crescimento
◦Aumento de volume abdominal, diarréia, pelagem

opaca

◦Possível responsável pela larva migrans visceral
—Diagnóstico:
◦Adulto é grande , redondo e esbranquiçado
◦Ovos com casca espessa com escavações e quase incolor
◦Método de flutuação fecal

Toxocara Leonina
—Classe Nematoda
—Superfamília Ascaridoidea
—Localização: Intestino delgado
—Distribuição: mundial
—Hospedeiro: Cão e Gato
—Patogenia:
◦Retardo no crescimento
◦Aumento de volume abdominal, diarréia, pelagem

opaca

—Diagnóstico:

◦Adulto é grande , redondo e esbranquiçado. Diferenciação pelas asas cervicais
◦Ovos com casca espessa lisa e são levemente ovais
◦Método de flutuação fecal

Ancylostoma sp. e Uncinaria sp.
Classe Nematoda
—Superfamília Strongyloidea
—Localização: Intestino delgado
—Distribuição: Trópicos e regiões

temperadas

—Hospedeiro: Gato e cão
—Patogenia:
◦Dermatites interdigitais
◦Lesões pulmonares
◦Hipoalbuminemia e anemia
◦Pelagem opaca

—Diagnóstico:

◦Ovos com casca delgada e lisa
◦Método de flutuação fecal


Taenia taeniformes
—Classe Cestoda
—Família Taeniidae
—Localização: Intestino delgado
—Tamanho: 60 cm
—Hospedeiro: Gato
—HI : camundongos
—Larva:Cysticercus asciolaris(fígado)
—Sinais clínicos: Diarréia e obstrução intestinal
- Diagnóstico:
* Detecção de proglotes nas fezes ou em pêlos da região perianal.
* Detecção de ovos de tenídeos individuais por exame de flutuação fecal

Dipylidium caninum
—Classe Cestoda
—Família Dilepididae
—Localização: Intestino delgado
—Hospedeiros: Gato e cão
—HI : Pulga ( Ctenocephalides canis, C. felis e pulex irritans) e Piolhos
(Trichodectes canis)
—Distribuição Mundial
—Tamanho: Cestóide -adulto pode ter mais de 50 cm
—Diagnóstico:
◦Difícil o encontro da cápsula ovígera em exames de fezes
◦Proglotes encontradas em fezes frescas (móveis)
◦Presença de pulgas ou piolhos ( casos suspeitos)
—Sinais Clínicos:
◦Assintomático
◦prurido peri-anal
Autor:
Polliana A. Franco
Médica Veterinária
Mestre em Ciência Animal pela UFMS

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Peritonite Infecciosa Felina



Definição:
Doença infecto-contagiosa, sistêmica, progressiva e fatal causada por vírus.

Agente Etiológico:
Pertence ao Grupo Coronavírus felino (FCoV), composto pelo Vírus da Peritonite Infecciosa felina (VPIF) e pelo coronavírus entérico (VECV). Ambos são morfologicamente semelhantes e antigenicamente distinguíveis.
Os dois podem seguir pela via hematógena, porém só o FIVP replica-se em macrófagos e causa doença sistêmica. O VPIF é uma mutação do genoma do coronavírus entérico.

Fonte da Imagem: www.microbiologybytes.com

Hospedeiro:

Pode acometer felinos domésticos e silvestres

Epidemiologia:

Sua distribuição é mundial, parece possuir predisposição etária dos 6 meses aos 2 anos e após os 15 anos, felinos da raça persa são mais suscetíveis. A mortalidade pela doenças chega a 100 %.

Transmissão:

Pode acontecer por direta, utensílios contaminados e transplacentária. As vias de eliminação são as fezes, saliva e urina.

Fatores Predisponentes:

  • Desnutrição;
  • Superpopulação;
  • Infecções por Retrovírus (FIV e FeLV);
  • Tratamentos imunossupressores;

Patogenia:

Sinais clínicos:

Depende do tipo de reposta imune gerada pelo hospedeiro.

Pif efusiva - imunidade humoral

Pif não efusiva - imunidade celular e humoral parcial

Sinais clínicos inespecíficos:

Anorexia, apatia, perda de peso, vômito, diarréia, desidratação, mucosas hipocoradas, uveíte, icterícia e anemia.

Diagnóstico:

Anamnese

Sinais clínicos

Exames Laboratoriais

O hemograma pode apresentar leucocitose com neutrofilia e linfopenia. A análise de efusão revela exudato não séptico, viscoso e amarelado. Técnicas de Elisa e RIF podem indicar reação cruzada com coronavírus entérico ou resposta vacinal. O PCR é útil para separar animais não-portadores,mas não são confirmatórios, pois assim como nos exames sorológicos não distingue vírus entérico do vírus da PIF.Outras técnica de PCR como a que detecta Rna messageiro (mRNA) e PCR real-time tem sido desenvolvidos, entretanto ainda não possuem aplicabilidade na clínica.

Diagnóstico por imagem

Pode ser visualizado líquido na cavidade torácica e abdominal, aumento do volume dos órgão além de alteração dos linfonodos mesentéricos.

Necrópsia e histopatologia

Presença de líquido amarelado e viscoso na cavidade abdominal ou torácica. Presença de fibrina sobre as serosas de órgãos, aumento dos linfonodos mesentéricos e prsença de granulomas.

Tratamento

Cerca de 95 % dos casos evoluem para óbito.Alguns autores preconizam a utilização de corticosteróides com intúito de aumentar a sobrevida.


Autor:

Polliana Alves Franco

Médica Veterinária

Mestre em Ciência Animal pela UFMS


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

ICTERÍCIA FELINA


Uma dificuldade que venho identificando na clínica é como diferenciar os tipos de icterícia demonstrados pela espécie felina. Muitos tem ainda uma visão limitada das doenças que podem acometer os gatos e acabam simplificando o diagnóstico em Haemobartonelose, lipidose ou platinossomíase. Algo que inviabiliza a administração da terapia específica de certas doenças e é um motivo que explica a não evolução positiva do quadro clínico.
O primeiro passo é identificar a icterícia observando se as mucosas estão amareladas, de modo geral o nível de bilirrubina total sérica está acima de 2,0 mg por decilitro .
O segundo coletar dados durante a anamnese que irão auxiliar na elaboração de uma lista de diagnósticos diferenciais tais como:
PROBLEMA É AGUDO OU CRÔNICO
ANOREXIA PROLONGADA
HISTÓRICO DE CAÇA
INGESTÃO DE MEDICAMENTOS
ECTOPARASITAS (PULGAS)
LIVRE ACESSO A RUA

VACINAÇÕES

O terceiro passo é observar ao exame clínico apatia, caquexia, grau de desidratação, hepatomegalia, coloração da pele e se além da icterícia as mucosas estão hipocoradas.
O quarto passo associar os dados obtidos na anamnese e a sintomatologia com os possíveis diagnósticos diferenciais:
PRÉ-HEPÁTICAS (HEMÓLISE)
•HEPÁTICAS
•PÓS-HEPÁTICAS (OBSTRUTIVAS)
Para que se enquadre nas causas hemolíticas é necessário que o hematócrito diminuído (abaixo de 18), geralmente a icterícia é mais branda que as outras. As enzimas hepáticas podem está ligeiramente elevadas. Pode se observar em alguns casos hemoglobinúria e hemoglobinemia. Depedendo da etiologia ou doenças concomitantes a anemia é regenerativa.
As causas possíveis são:
HAEMOBARTONELOSE
ANEMIA POR CORPÚSCULO DE HEINZ
IMUNOMEDIADAS
As doenças hepáticas estão associadas a uma Icterícia marcante e bilirrubinúria. Há elevação das transferases (ALT,AST) e pode ter elevação discreta de fosfatase alcalina. O Hematócrito é normal ou ligeiramente diminuido. Dependendo da progressão da doença ( aguda ou crônica) o fígado adquire tamanho variável.
Causas :
Primárias
Colangiohepatites
Peritonite infecciosa felina
Anormalidades porto-sistêmicas
Neoplasias primária
Secundárias
Toxinas /Medicamentos
Septicemia
Neoplasias metastátias

O causas obstrutivas do sistema biliar estão relacionados a altos níveis de bilirrubina conjugada, elevação de FA e GamaGT. Bilirrubinúria mais acentuada que na icterícia hepática.Aumento do tempo de coagulação.
Os diagnósticos diferenciais são:
•Lipidose
Platynosomum sp,
Pancreatite,
Neoplasias,
Cálculos
Fibrose (colangite crônica)

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Foliculite por Demodex canis


Boxer, de 6 anos de idade, macho apresentando quadro de foliculite generalizada.Foi realizada avaliação citológica das lesões cutâneas na qual foram observadas formas adultas e ovos de Demodex canis, além de intenso infiltrado inflamatório composto por neutrófilos e macrófagos. O diagnóstico diferencial do quadro clínico era Leishmaniose que também foi confirmada tanto na avaliação citológica cutânea quanto na citologia de linfonodo poplíteo.











HEMATOLOGIA DO PORCO

Hemograma de porco doméstico A criação de pets não convencionais vem crescendo com o passar dos anos. Conforme o tempo vai passa...