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sábado, 28 de abril de 2018

Fluxograma para diagnóstico da Leishmaniose Visceral canina

Todos os dias ouvimos dúvidas de veterinários sobre como proceder no diagnóstico do paciente com suspeita de Leishmaniose visceral canina(LVC). Quais os melhores métodos? Quando aplicá-los? Qual o material coletar? Com quanto tempo devo repetir a sorologia? Pensando nisso estamos disponibilizando o fluxograma adaptado do Leishmaniose visceral canina - um manual para o clínico veterinário. O Manual produzido pela WSPA para o clínico veterinário sobre Leishmaniose Visceral Canina e que contou com a revisão técnica da Associação Brasileish. Esperamos que assim muitas das dúvidas relacionadas ao diagnóstico da doença sejam esclarecidas. Lembrem-se que nós do laboratório estaremos sempre disponíveis para responder qualquer questionamento.  

Mais informações o Manual encontra-se on line no link abaixo: 



segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Diagnóstico Laboratorial da Toxoplasmose Felina

Diagnóstico Laboratorial da Toxoplasmose Felina

Laboratorial diagnosis of feline toxoplasmose

Franco, Polliana Alves
Médica Veterinária, Especialista em Patologia Clínica pela UNIDERP e Mestre em Ciência Animal pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul 
  

Palavras chave: Toxoplasmose , gatos e oocistos
Key-words: Toxoplasmosis, cats and oocysts

A toxoplasmose é uma coccidiose causada pelo Toxoplasma gondii, que tem como hospedeiros definitivos os felídeos. A infecção ocorre pela a ingestão de oocistos presentes no meio ambiente ou de bradizoítos contidos na carne crua ou mal passada.
O diagnóstico da Toxoplasmose na clínica de pequenos animais deve levar em consideração os sinais clínicos, testes sorológicos e exames de fezes, já que métodos como biópsia, a imunohistoquímica e moleculares, apesar de eficientes são de difícil obtenção e geralmente são utilizadas no post mortem.
          A grande maioria dos animais portadores da toxoplasmose é assintomática ou apresentam alguns sinais inespecíficos tornando com isso o diagnóstico clínico ineficiente.
 A pesquisa de oocistos realizada nas fezes, por método de centrifugoflutuação, não é considerado um bom método de diagnóstico, pelo fato do estágio de eliminação ativa do ciclo enteroepitelial, que dura de uma a duas semanas, não ser observado em animais assintomáticos e por assemelhar-se com oocistos de outras espécies de coccídeos.
Mais recentemente o exame citológico demonstrou ser um método útil em punções de linfonodo, fígado, baço, medula óssea e de líquido cefalorraquidiano, como também nos lavados traqueobrônquicos, corados pelo Giemsa.
 O uso de testes sorológicos é valioso porque através da detecção de anticorpos anti-T. gondii IgG e IgM é possível ter um panorama da doença. Quando detectados anticorpos do tipo IgM com títulos acima de 1:64 é possível firmar o diagnóstico de doença ativa, já um aumento crescente num período de duas a três semanas dos títulos de IgG sugere infecção pelo parasita.
A conclusão diagnóstica somente com a identificação de anticorpos da classe IgG é complexa já que ela inicia de duas a quatro semanas pós infecção, período no qual a eliminação dos oocistos pelas fezes já cessou, e pode perdurar meses a anos para que se observe sua redução. Razão pela qual um gato sorologicamente positivo para essa classe de anticorpos apenas irá indicar que houve eliminação de oocistos em algum período da sua vida, embora, esses gatos positivos tidos como “imunes”, ainda que raramente possam voltar a eliminar novamente os oocistos.  

Referências

NETTO, E. G.; MUNOZ, A. D.; ALBUQUERQUE, G. R.; LOPES ,C. W.G.; FERREIRA, A. M. R.. Ocorrência de gatos soropositivos para Toxoplasma gondii NICOLLE E MANCEAUX, 1909 (Apicomplexa:Toxoplasmatinae) na cidade de Niterói, Rio de janeiro. Revista Brasileira de Parasitologia Veterinária, v. 12 ,n. 4 ,p. 145-149, 2003.

SPARKES, A. H. Toxoplasmosis in cats. Veterinary Animal, v.31, n. 2, p. 186-192, 1991

ARAUJO, W. N. de; SILVA, A.V. da; LANGONI, H.Toxoplasmose: uma zoonose – realidade e riscos. Cães e Gatos, v. 79, n. 1, p. 20-27, 1998.

FIALHO, C. G.; Teixeira, M. C.; ARAUJO,  F. A. P. de.Toxoplasmose animal no Brasil. Acta Scientiae Veterinariae.v. 37, n.1, p. 1-23, 2009.

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