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sábado, 28 de abril de 2018

Fluxograma para diagnóstico da Leishmaniose Visceral canina

Todos os dias ouvimos dúvidas de veterinários sobre como proceder no diagnóstico do paciente com suspeita de Leishmaniose visceral canina(LVC). Quais os melhores métodos? Quando aplicá-los? Qual o material coletar? Com quanto tempo devo repetir a sorologia? Pensando nisso estamos disponibilizando o fluxograma adaptado do Leishmaniose visceral canina - um manual para o clínico veterinário. O Manual produzido pela WSPA para o clínico veterinário sobre Leishmaniose Visceral Canina e que contou com a revisão técnica da Associação Brasileish. Esperamos que assim muitas das dúvidas relacionadas ao diagnóstico da doença sejam esclarecidas. Lembrem-se que nós do laboratório estaremos sempre disponíveis para responder qualquer questionamento.  

Mais informações o Manual encontra-se on line no link abaixo: 



quinta-feira, 31 de julho de 2014

Trypanosoma evansi em gota de sangue com EDTA.


Trypanosoma evansi. Enfermidade que afeta com freqüência equinos do Pantanal do MS também afeta cães e portanto deve ser incluída no diagnóstico diferencial quando encaminhados às clínicas veterinárias do interior do Estado.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Prova Cruzada ou Cross Matching

Prova Cruzada ou Cross Matching


}INDISPENSÁVEL EM CANINOS E FELINOS PREVIAMENTE TRANSFUDIDOS}O sangue do doador é testado contra o sangue do receptor}Incompatibilidade haverá formação de grumos – aglutinação
}Realizada em duas etapas

}A 1a etapa ou Major Crossmatching
}Mistura-se duas gotas da suspensão de hemácias do sangue doador com duas gotas de soro do receptor.
}O resultado positivo é dado a partir da observação de grumos (macroscopicamente) e a aglutinação dos eritrócitos (microscopicamente).
}Na 2a etapa ou Minor Crossmatching,
}Mistura-se duas gotas da suspensão de hemácias do sangue receptor com duas gotas de soro do doador.
}Pesquisa-se a formação de grumos de hemácias.





Polliana Alves Franco
M.V. M.S.c. Ciência Animal




quarta-feira, 20 de julho de 2011

Métodos de Diagnóstico da Leishmaniose Visceral

O diagnóstico laboratorial da LVC é baseado em dados epidemiológicos, clínicos, bioquímicos
e firmado por métodos diretos, indiretos ou por avaliação da imunidade celular (NSP/VPP, 2002;
MAIA e CAMPINO, 2008).

Métodos Diretos

Eles são assim denomidados por permitirem a identificação direta do parasito na forma
amastigota, quando proveniente de tecido animal, e na forma promastigota, a partir do cultivo e
do trato digestivo de flebotomíneos infectados (Figura 1) (IKEDA-GARCIA e FEITOSA, 2007).
São eles: A pesquisa direta do parasito em esfregaços corados de tecidos ( linfonodo, baço, medula
óssea ou sangue), cultivo de aspirado de medula óssea ou linfonodo em diversos meios específicos,
tais como NNN (Novy-MacNeil-Nicole) e em meio BHI (infusão de cérebro e coração), o Xenodiagnóstico,
histopatologia, em cortes histológicos corados pela Hematoxilina e Eosina (HE) ou aplicando-se o
método imuno-histoquímico (IHQ) ( XAVIER et al., 2006; MAIA e CAMPINO, 2008).

Figura 1- Formas amastigotas de Leishmania chagasi no interior de macrófago. Aspirado de linfonodo poplíteo. Coloração de Panótico. Objetiva 100x.
Métodos Indiretos
Os métodos sorológicos para detecção de anticorpos circulantes anti-Leishmania são, entre
outros, a imunofluorescência indireta (RIFI), o teste de ELISA (enzymelinked immunosorbent assay),
Western blotting (WB) e citometria de fluxo(BRASIL, 2006; IKEDA-GARCIA e FEITOSA, 2007).
Biologia Molecular
O diagnóstico pela reação em cadeia da polimerase (PCR) tem por princípio a amplificação do DNA do parasito. A técnica possui alta especificidade e sensibilidade na identificação do DNA parasitário em tecidos e fluidos (NOLI, 1999; MOREIRA et.
al, 2007). Diferentes tipos de amostras biológicas podem ser utilizadas,
tais como aspirados esplênicos, de medula óssea, de linfonodos e sangue DNA de Leishmania também foi encontrado em tecidos que não são usualmente utilizados na rotina como pulmão, coração, leite, placenta, urina, sêmen e líquido cefalorraquidiano (ANDRADE et al., 2002; DINIZ et al., 2005; FRANCESCHI et al., 2006;GONÇALVES et al., 2006; MAIA E CAMPINO, 2008). Apesar disso é mais usada na pesquisa que em inquéritos epidemiológicos ou no diagnóstico de rotina devido ao seu alto custo operacional.
Bibliografia consultada

ANDRADE, H.; TOLEDO, V.; MARQUES, M.; SILVA, J.; TAFURI, W.; MAYRINK, W.; GENARO, O. Leishmania (Leishmania) chagasi is not vertically transmitted in dogs. Veterinary Parasitology, n.103, p.71–81, 2002.

BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Manual de vigilância e controle da leishmaniose visceral, Brasília, ed.2, p.120, 2006.

DINIZ, S.; MELO, M.; BORGES, A.; BUENO, R.; REIS, B.; TAFURI, W. NASCIMENTO, E.; SANTOS, R. Genital lesions associated with visceral leishmaniosis and shedding of Leishmania sp. in semen

of naturally infected dogs. Veterinary Pathology, n. 42, p.650–658, 2005.


FRANCESCHI, A.; MERILDI, V.; GUIDI, G.; MANCIANTI, F. Occurrence of Leishmania DNA in urines of dogs naturally infected with leishmaniasis. Veterinary Research Communications . n. 31, p.335–341. 2006.

GONÇALVES, M. E.; PEREIRA, F. V.; DIAS, A. K. K.; IRIKURA, S.; FEITOSA, M. M.; NUNES, C. M. Detecção de DNA de Leishmania sp. em líquor de cães procedentes de área endêmica para leishmaniose visceral canina. 1º Fórum sobre Leishmaniose visceral canina. Jaboticabal. 2006.


IKEDA-GARCIA, F. A. e FEITOSA, M. M. Métodos diagnósticos da leishmaniose visceral canina.
Revista Clínica Veterinária, n. 71, p. 34-9, 2007.

MAIA C, CAMPINO L. Methods for diagnosis of canine leishmaniasis and immune response to infection. Veterinary Parasitology, v.158, n.4, p. 274-278, 2008.

MOREIRA, M.A.; LUVIZOTTO, M.C.; GARCIA, J.F.; CORBETT, C.E.; LAURENTI, M.D.Comparison of parasitological, immunological and molecular methods for the diagnosis of leishmaniasis in dogs with different clinical signs. Veterinary Parasitology, n.145, p. 245-252, 2007.


NOLI, C. Canine Leishmaniasis. Waltham Focus, v.9, p.16-24. 1999.

NSP/VPP- National Security Education Program/Voluntary Protection Program – Leishmaniosis (2002). Leishmaniose em cães, Disponível em http://www.vet.uga.edu/vpp/nsep/Brazil2002/leishmania/Port/Leish02.htm. Acesso em: 11 de março de 2010.

XAVIER, S. C., ANDRADE, H. M.; MONTE, S. J. H.; CHIARELLI, I. M.; LIMA, W. G.; MICHALICK, M.S.M.; TAFURI, W. L. Comparison of paraffin-embedded skin biopsies from different anatomical regions as sampling methods for detection of Leishmania infection in dogs using histological, immunohistochemical and PCR methods. BMC Veterinary Research, v.2, p.17. 2006.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

UROPERITONIO

Faz um tempo chegou um felino que apresentou aumento do volume abdominal. Ficou aquela dúvida no ar. Será que é PIF( Peritonite Infecciosa Felina) ou Peritonite séptica. A avaliação clínica percebeu-se que a bexiga estava repleta e foi coletada a urina do animal pressionando-a. Coletou-se também o líquido abdominal.
Figura 1 - Características da efusão adbominal (1) e da urina (2).
Figura 2- Avaliação do sedimento urinário. Objetiva 40X.

Figura 3- Avaliação do sedimento obtido da efusão abdominal. Objetiva 40X.

Figura 3- Avaliação do sedimento corado obtido da efusão abdominal demonstrando debris celulares e bactérias intracitoplasmáticas. Coloração de Panótico. Objetiva 40X.
Através da análise percebeu-se que poderia se tratar de ruptura de bexiga secundária a infecção do trato urinário já que ambos sedimentos eram muito semelhantes. Concomitante a estes exames foi realizada a coleta de bioquímicos de uréia plasmática e da efusão obtendo um valor de uréia da efusão superior a uréia plasmática, que também estava aumentada, o que elevou nossa suspeita. O animal foi submetido a sondagem uretral, a laparotomia exploratória, verificado o local de ruptura da bexiga, realizada a sutura e lavagem da cavidade abdominal. Apesar o esforço o paciente veio a óbito alguns dias depois.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Isospora canis


Sabe aquela diarréia que não se cura, você já deu duzentos tipos diferentes de vermífugo, do comercial até erva de santa maria, pois é, pode ser causada pela Isospora e não vai adiantar nada ficar mudando a medicação sem ter um diagnóstico conclusivo. O exame de flutuação fecal facilmente irá indicar a presença deste coccídeo. Bom para o médico, para o cliente e principalmente para o paciente.

sábado, 30 de abril de 2011

Coleta de líquido peritoneal em pequenos animais

Figura 1 - Felino adulto, fêmea com suspeita de Peritonite Infeciosa Felina.

Figura 2- Demonstração do aumento do volume abdominal.
Figura 3- Materiais necessários para a paracentese
Figura 4- Como localizar o local de coleta de material.
Figura 5- Local de punção.
Figura 6- Utilização de Scalp para coleta de líquido peritoneal.
Figura 7- Líquido obtido pela técnia de paracentese do paciente felino. Observar aspecto levemente turvo.Geralmente coleta-se em dois ou mais tubos caso haja necessidade de dosagens bioquímicas e cultivo bacteriano.
Figura 8- Fotomigrografia da análise citológica do líquido demonstrando neutrófilos íntegros e hemácias ao fundo.

Figura 9- Resultado do exame realizado com a efusão peritoneal.

sábado, 2 de abril de 2011

Dermatofitose - raspado de pele


Figura1- Fotomicrografia de estruturas fúngicas, esporos, em região ectotrix do pêlo observadas após clarificação com KOH ( Objetiva 40 X).
Figura 2- Fotomicrografia de estruturas fúngicas, esporos, em região ectotrix do pêlo observadas após clarificação com KOH ( Objetiva 40 X).

Figura 3- Fotomicrografia de estruturas fúngicas, hifas e esporos, em região ectotrix do pêlo observadas após clarificação com KOH ( Objetiva 40 X).


Figura 4- Fotomicrografia de estruturas fúngicas, hifas, em raspado de pele utilizando a técnica de azul de algodão ( Objetiva 40 X).

Figura 5- Fotomicrografia de estruturas fúngicas, hifas e esporos, em região ectotrix do pêlo utilizando a técnica de azul de algodão ( Objetiva 40 X).



terça-feira, 1 de março de 2011

Parasitas Gastrointestinais dos Felinos Domésticos

Figura 1- Principais endoparasitas dos felinos domésticos.

— Os vermes intestinais são parasitas que, quando adultos, instalam-se no aparelho digestivo e trazem riscos para a saúde
Os gatos podem constantemente se infectar por vermes intestinais por diversas maneiras:
◦ingestão de ovos e larvas presentes no ambiente;
◦penetração de larvas presentes no ambiente através da pele do animal;
◦ingestão de vetores (pulgas e piolhos);
◦ingestão de hospedeiros paratênicos (roedores);
◦transmissão da mãe para os filhotes através da amamentação.

Toxocara cati
—Classe Nematoda
—Superfamília Ascaridoidea
—Localização: Intestino delgado
—Distribuição: mundial
—Hospedeiro: Gato
—Patogenia:
◦Retardo no crescimento
◦Aumento de volume abdominal, diarréia, pelagem

opaca

◦Possível responsável pela larva migrans visceral
—Diagnóstico:
◦Adulto é grande , redondo e esbranquiçado
◦Ovos com casca espessa com escavações e quase incolor
◦Método de flutuação fecal

Toxocara Leonina
—Classe Nematoda
—Superfamília Ascaridoidea
—Localização: Intestino delgado
—Distribuição: mundial
—Hospedeiro: Cão e Gato
—Patogenia:
◦Retardo no crescimento
◦Aumento de volume abdominal, diarréia, pelagem

opaca

—Diagnóstico:

◦Adulto é grande , redondo e esbranquiçado. Diferenciação pelas asas cervicais
◦Ovos com casca espessa lisa e são levemente ovais
◦Método de flutuação fecal

Ancylostoma sp. e Uncinaria sp.
Classe Nematoda
—Superfamília Strongyloidea
—Localização: Intestino delgado
—Distribuição: Trópicos e regiões

temperadas

—Hospedeiro: Gato e cão
—Patogenia:
◦Dermatites interdigitais
◦Lesões pulmonares
◦Hipoalbuminemia e anemia
◦Pelagem opaca

—Diagnóstico:

◦Ovos com casca delgada e lisa
◦Método de flutuação fecal


Taenia taeniformes
—Classe Cestoda
—Família Taeniidae
—Localização: Intestino delgado
—Tamanho: 60 cm
—Hospedeiro: Gato
—HI : camundongos
—Larva:Cysticercus asciolaris(fígado)
—Sinais clínicos: Diarréia e obstrução intestinal
- Diagnóstico:
* Detecção de proglotes nas fezes ou em pêlos da região perianal.
* Detecção de ovos de tenídeos individuais por exame de flutuação fecal

Dipylidium caninum
—Classe Cestoda
—Família Dilepididae
—Localização: Intestino delgado
—Hospedeiros: Gato e cão
—HI : Pulga ( Ctenocephalides canis, C. felis e pulex irritans) e Piolhos
(Trichodectes canis)
—Distribuição Mundial
—Tamanho: Cestóide -adulto pode ter mais de 50 cm
—Diagnóstico:
◦Difícil o encontro da cápsula ovígera em exames de fezes
◦Proglotes encontradas em fezes frescas (móveis)
◦Presença de pulgas ou piolhos ( casos suspeitos)
—Sinais Clínicos:
◦Assintomático
◦prurido peri-anal
Autor:
Polliana A. Franco
Médica Veterinária
Mestre em Ciência Animal pela UFMS

HEMATOLOGIA DO PORCO

Hemograma de porco doméstico A criação de pets não convencionais vem crescendo com o passar dos anos. Conforme o tempo vai passa...