Este blog tem o intuito de expor imagens de alterações hematológicas, parasitárias, urinárias entre outras, servindo como uma ferramenta dinâmica tanto para o setor acadêmico como para os já profissionais da medicina veterinária.
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
terça-feira, 6 de outubro de 2015
Avaliação morfológica das células sanguíneas de coelho
Figura 2- Monócito em esfregaço sanguineo de coelho.Panótico. Objetiva 100x.
Figura 3- Três heterófilos e uma eosinófilo ( seta) em esfregaço sanguineo de coelho.Panótico. Objetiva 100x.
sábado, 26 de setembro de 2015
Células sanguíneas de Jabuti piranga ( Geochelone carbonaria)
Nossa querida colaboradora dessa semana foi a Jabuti Pretinha, trazida por Samira estagiária do laboratorio de Patologia, que após machucar o membro anterior esquerdo veio ao lab realizar exames para avaliar como anda sua saúde.
Lâmina corada pelo método de azul de cresil brilhante evidencia a presença de reticulócitos ( setas pretas).
quinta-feira, 27 de agosto de 2015
Anemia microcítica em animais domésticos
ANEMIA MICROCÍTICAS EM ANIMAIS DOMÉSTICOS
MICROCYTIC ANEMIA IN DOMESTIC
ANIMALS
ETIOLOGIA E DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
Polliana Alves Franco, M.V. M.S.c.
Ciência Animal - UFMS
VetAnalisa
– Laboratório Veterinário
Rua
Professor Severino Ramos de Queirós, 226.
Vila
Glória. Campo Grande – MS
Contato:
( 67) 3201-6012 / 9244-9229
A anemia é um
distúrbio hematológico caracterizado pela redução simultânea dos valores de
volume globular (VG), número de eritrócitos circulantes e teor de hemoglobina.
As principais causas estão correlacionadas com processos hemolíticos, perda
sanguínea e hipo ou aplasia medular. De maneira didática são classificadas em
microcíticas, normocíticas e macrocíticas, essa determinação vem da avaliação do Volume Corpuscular Médio (VCM) que tem relação direta com o
tamanho das hemácias. A anemia de pacientes que apresentam valores de VCM
abaixo dos observados para a referência da espécie são denominadas como do tipo microcítica, ou
seja, as hemácias apresentam tamanho
médio reduzido.
A
teoria para que as hemácias produzidas pela medula óssea tornem-se menores é
justificada pelo fato de que elas tem que carrear certo nível de hemoglobina no
seu interior. No momento que a produção da molécula de hemoglobina é
ineficiente há a indução de mitoses adicionais mantendo os níveis de
hemoglobina de uma hemácia normocítica em um corpúsculo de menor tamanho. A princípio esse mecanismo funciona porém com
a progressão da doença observa-se que a Concentração de Hemoglobina Corpuscular
Média (CHCM) tende a reduzir alterando a classificação a anemia
microcítica normocrômica inicial
para uma anemia microcítica
hipocrômica.
Figura
1 – Esfregaço sanguíneo de cão apresentando microcitose e hipocromia. Coloração
de Panótico. Objetiva 100x.
As causas
primárias (TABELA 1) deste tipo específico de anemia são: a deficiência de
ferro (Fe 2+), seja ela por deficiência nutricional, distrúrbio
metabólico ou perda sanguínea. O
conhecimento das causas primárias permite gerar uma série de diagnósticos
diferenciais que podem afetar os animais tais como as endoparasitoses,
hemorragias crônicas, coagulopatias, anemia da inflamação, neoplasias e deficiências
nutricionais.
A deficiência
de ferro nutricional é inicialmente normocrômica e a medida que os estoques de
ferro corpóreo vão reduzindo as hemácias microcíticas consequentemente serão
produzidas. Como o leite contém pouco ferro os animais recém nascidos em fase
de crescimento são mais predispostos a desenvolver anemia secundária a
deficiência do mineral.
A anemia
causada pela perda crônica de sangue é ocasionada pela deficiência do Fe 2+.
O Ferro não é o único componente perdido capaz de influenciar no processo de
anemia, porém é o que detém papel
principal. A perda sanguínea para o meio externo de modo crônico pode ocorrer
tanto pelo trato gastrointestinal como pelo trato urinário. A reticulocitose
pode estar presente até que haja depleção dos estoques de ferro.
A patogenia da
anemia causada pela Doença Inflamatória Crônica (DIA) envolve mecanismos que
alteram a sobrevida dos eritrócitos (elevação de IL-1 e lesões oxidativas), a
diminuição da mobilização do Fe 2+ e hipoplasia da série eritrocitária.
A sua ocorrência é comum nos mamíferos uma vez que está associada a doenças
como neoplasias malignas, processos inflamatórios crônicos, infecções
bacterianas, fúngicas e por protozoários, geralmente é normocítica
normocrômica, mas pode progredir para a microcitose.
A anemia
causada pela deficiência de Cobre em suínos e cães está relacionada ao
transporte do Ferro. Quando há deficiência de Cobre existe menor atividade da
oxidase férrica que diminui a absorção intestinal e diminui a liberação do
ferro para fora dos macrófagos o que consequentemente o torna indisponível
levando a síntese defeituosa da Hemoglobina.
O mecanismo
causador da anemia em animais com Shunts portossistêmicos não foram totalmente
esclarecidos, acredita-se que ocorra deficiência funcional do Fe 2+
decorrente do prejuízo na síntese de moléculas carreadoras secundária ao dano
hepático.
A Diseritropoese em cães da raça English
Springer Spaniel é um distúrbio familiar de patogenia desconhecida que causa
polimiopatia, megaesôfago, cardiopatia e anemia microcítica não regenerativa. A
avaliação sanguínea desses animais revela rubricitose, esferocitose,
codocitose, dacriocitose, esquizocitose e eritrócitos vacuolizados.
Os
achados laboratoriais observados no esfregaço sanguíneo incluem alterações morfológicas nas hemácias, além da
microcitose, pois elas são mais propensas a danos estruturais. Ainda podem ser
encontrados leptocitose, codocitose, hipocromia, anisocitose, poliquilócitose,
hemácias fragmentadas (esquistócitos) e em alguns casos trombocitose.
A terapêutica nesses
casos deve levar em consideração o diagnóstico etiológico primário, posto que a
simples reposição do ferro perdido pode não ser suficiente para cessar o
mecanismo pelo qual a anemia foi gerada. A transfusão sanguínea pode ser
utilizada como medida a ser tomada em casos de urgência, porém os clínicos
veterinários devem ter em mente que a anemia não é a causa e sim uma
anormalidade secundária provocada por um distúrbio crônico importante que pode
em alguns casos ter prognóstico desfavorável.
Tabela 1 – Principais causas de anemia
microcítica normocrômica ou hipocrômica em animais domésticos.
|
·
Deficiência de ferro (semanas a meses)
|
· Hemorragia externa crônica (úlceras gastrointestinal e hematúria)
|
·
Deficiência de Cobre
|
·
Deficiência de vitamina B6 – piridoxona
|
·
Shunts porto sistêmico
|
·
Doença Inflamatória Crônica
|
·
Insuficiência hepática
|
·
Envenenamento por Molibdênio
|
· Diseritropoese em cães da raça English Springer Spaniel
|
MICROCITOSE EM ANIMAIS NÃO ANÊMICOS
· · ·
Alguns cães da raça Akita e Shiba
tem valores de VCM mais baixos que a referência estabelecida para a espécie
canina que variando em torno de 50 a 60 fL. Outros cães de origem japonesa como
Jindo, Chow chow e Sharpei podem apresentar hemácias com valores de volume
médios inferiores aos valores de normalidade. Potros e filhotes de gatos
possuem valores de VCM menores quando comparados aos animais de idade adulta.
Referência Bibliográfica
FLEISCHMAN,
W. Anemia: Determining the Cause. Compendium: Continuing Education for
Veterinarians. p. E1- E9. 2012.
GARCIA, C. Z., HERRERA, M. de S., JÚNIOR, J. M. F., ALMEIDA,
M. F., RAMOS, M. H. F., SACCO, S. R. Anemia microcítica em pequenos animais. Revista Científica Eletrônica de Medicina
Veterinária. Ano VI, n. 11. 2008.
HARVEY, J.W. Microcytic Anemias. In: FELDMAN, B.F.; ZINKL, J.G.; JAIN, N.C. Schalm’s
Veterinary Hematology. 5.ed. Philadelphia: Lippincott
Williams&Wilkins, p.200-204, 2000.
MEYER, D. J. , COLES, E. H., RICH, L. J. Medicina de Laboratório Veterinária.
Primeira edição. São Paulo: Roca, p. 11 – 23. 1995.
SOETAN, K. O., OLAIYA, C. O., OYEWOLE, O. E.
The importance of mineral elements for humans, domestic animals and plants: A
review. African Journal of Food
Science. Vol. 4(5) p. 200-222, 2010.
STOCKHAM, S. L. & SCOTT, M.
A. Fundamentos de Patologia Clínica
Veterinária. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 2 ed. p. 90-186. 2008.
quarta-feira, 29 de julho de 2015
segunda-feira, 27 de julho de 2015
terça-feira, 7 de julho de 2015
Seminoma Canino
Figura 1 - Avaliação citológica de seminoma canino. Células com padrão de cromatina reticulado, alta relação núcleo citoplasma e citoplasma basifílico. Giensa. Objetiva 100x.
Comentário do patologista:
Os sinais clínicos, apesar de incomuns, associados a enfermidade são feminização, prostatite, adenomas perianais e aumento testicular uni ou bilateral. Os seminomas são capazes de secretar de hormônios andrógenos e dessa maneira podem levar ao aumento patológico da prostata. A orquiectomia é indicada como medida terapêutica nos casos diagnosticadas deste tipo de neoplasia.
terça-feira, 19 de maio de 2015
Importância da Classificação das Anemias
Quando nos deparamos com o laudo do hemograma muitos deles apresentam anemia e é importante para o clínico conseguir compreender o mecanismo que desencadeia o distúrbio. A partir do momento que conseguimos associar alterações sejam elas morfológicas ou quantitativas ( avaliação dos índices hematimétricos - VGM e CHGM) à determinados tipos de enfermidades fica mais fácil chegar ao diagnóstico definitivo uma vez que consequentemente diminui-se o leque de diagnósticos diferenciais. Os esquemas aqui descritos tem a finalidade de auxiliar os clínicos veterinário na elucidação das anemias apresentadas por seus pacientes.
Figura 1- Classificação das anemias com base na regeneração medular.
Figura 2 - Histograma das causas e alterações observadas nas anemias regenerativas
Figura 3 - Histograma das causas das anemias regenerativas baseadas nos índices hematimétricos.
quarta-feira, 1 de abril de 2015
Técnicas Laboratoriais do Laboratório Clínico Veterinário
Técnicas Laboratoriais do Laboratório Clínico Veterinário
1. Determinação do número de hemácias /microlitro de sangue
A) Técnica do tubo de ensaio
B) Técnica da pipeta de Thoma para glóbulos vermelhos
2. Determinação do Volume Globular ou Hematócrito
3. Determinação da Hemoglobina
(Técnica com o reagente de Cianometahemoglobina)
4. Determinação do número total de leucócitos/ ml de sangue
A) Técnica do tubo de ensaio B) Técnica da pipeta de Thoma para Glóbulos Brancos
5. Contagem diferencial de leucócitos
(Técnica para confecção do esfregaço sangüíneo)
6. Contagem de plaquetas
A) Contagem direta B) Contagem Indireta
7. Urinálise
8. Determinação da proteína plasmática total (PPT) e do fibrinogênio
|
Assinar:
Postagens (Atom)
HEMATOLOGIA DO PORCO
Hemograma de porco doméstico A criação de pets não convencionais vem crescendo com o passar dos anos. Conforme o tempo vai passa...
-
Tabelas com referências de valores hematológicos, enzimas e eletrólitos de cães e gatos que utilizo no laboratório. Tables with references...
-
O diagnóstico laboratorial da LVC é baseado em dados epidemiológicos, clínicos, bioquímicos e firmado por métodos diretos, indiretos ou po...
















